A Dra. Maria Luisa Albuquerque, em 1992 com o destacado cientista Pe. Óscar Quevedo, padre jesuita, fundador do CLAP em São Paulo - Brasil. Óscar Quevedo, esteva diversas vezes em Portugal, a convíte da Faculdade de Filosofia de Braga, divulgando a parapsicologia de nível universitário.

 

 

1 - Quem somos: CLAP - Portugal

Constituímos um grupo de pessoas cujo objectivo essencial é o encontro de uma Verdade, de uma verdade científica — estamos convictos que a Ciência nos conduzirá a um integral desenvolvimento do ser humano.

Quando dizemos “a Ciência”, com isso não pretendemos lutar contra a Religião, destruí-la — bem pelo contrário: cremos que, com os novos conhecimentos científicos, o religioso melhor se implantará nos seus objectivos fundamentais.

Estamos convictos que, com o desmoronamento de todas as superstições, crendices e subserviências, se vitaliza a verdade essencial; que não é nem exclusivamente “religiosa” nem exclusivamente “científica”; mas sim “total”, abrangendo o TODO humano.

O Centro Latino Americano de Parapsicologia - Portugal (CLAP), tem, nos seus estatutos, “por fim o estudo e pesquisa científica dos fenómenos parapsicológicos e temas afins, assim como a difusão e aplicação científica da parapsicologia, através da criação e manutenção de uma biblioteca e uma clínica especializadas em parapsicologia, a edição, distribuição, venda de jornais e outras publicações periódicas e a promoção e organização de cursos, conferências, sessões e programas audio-visuais” (artigo primeiro dos “Estatutos da Associação Centro Latino Americano de Parapsicologia - Portugal”).

a) Quais os nossos propósitos?

Sem fins lucrativos, a Instituição CLAP - Portugal espera, pela Parapsicologia, que se faça a necessária destrinça entre a síntese superior que é o “ser-se homem” do «simplesmente» biológico”.É que, temos consciência do primitivo reducionismo da ciência tradicionalista, ao tratar o homem como uma simples máquina; facto pelo qual, de início, se opôs à Parapsicologia — alegra-nos profundamente a sua actual mudança de paradigma e consequente abertura…

Alegra-nos, também, de sobremaneira, a abertura actual dada pela Religião face a esta Ciência: é que, na verdade, lutamos contra o mito, não contra a Religião.

b) História da Parapsicologia em Portugal:

Os pioneiros desde 1975:

Dra. Maria Luísa Albuquerque (psicóloga) e marido, Dr. Orlando de Albuquerque (médico), com a colaboração pedagógica da Faculdade de Filosofia de Braga, nas pessoas dos seus três directores desde essa data até hoje — Prof. Doutor Júlio Fragata, S.J., Prof. Doutor Lúcio Craveiro da Silva, S.J. e o actual director Prof. Doutor Alfredo Dinis, S.J..

Em Março de 1977, foi organizado em Braga, com a colaboração desta Faculdade, um curso de divulgação de Parapsicologia, ministrado pelo Prof. Doutor Óscar G.-Quevedo, S.J., como meio de apresentação da Parapsicologia académica. Um verdadeiro sucesso! No mesmo ano veio a Portugal seu primo, Dr. Pedro Quevedo, que deu o mesmo curso em três cidades — Braga, Coimbra e Viana do Castelo, com o mesmo magnífico resultado.

No ano seguinte (1978), o Prof. Doutor O. G.-Quevedo voltou a Portugal e repetiu o mesmo curso em Braga, Lisboa, Porto, Coimbra e Viana do Castelo.

O sucesso foi igual e começaram a aparecer pessoas interessadas em aprofundar o estudo da Parapsicologia, as quais foram ao CLAP - Brasil frequentar o “Curso de Parapsicologia e Religião”, de 110 horas-aula.

Em 1979, voltou a Portugal o Dr. Pedro Quevedo, que ministrou curso de divulgação em Braga, Santarém, Vila Real, Portalegre, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.

Em 1980, o Prof. Doutor O. G.-Quevedo volta a Portugal já com novos temas — Braga, Porto, Lisboa e Coimbra, foram as cidades contempladas.

Em 1992, voltamos a ter cursos em Portugal. Novamente Braga, seguida do Porto, Funchal e Lisboa. Mas Lisboa, já tão confusa com tantos charlatães, foi onde o curso correu um pouco pior, tendo sido um sucesso retumbante nas outras três cidades.

Entretanto “nasceu” o Jornal de Parapsicologia, tendo entre os fundadores nomes como Dra. Maria Luísa Albuquerque, Dr. João Carlos Pereira, licenciado em Filosofia e grande entusiasta da Parapsicologia, e Dr. Orlando de Albuquerque. Em 1994 o Prof. Doutor O. G.-Quevedo volta a Portugal, regressando aos temas da primeira fase (77-80) — Braga, Porto, Évora e Silves.

Ficou assim relançada a semente do estudo da Parapsicologia académica e já se volta a notar que os espíritas se assumem como espíritas e não tanto como “parapsicólogos”. No entanto o ambiente está muito deteriorado, as páginas dos jornais enchem-se de anúncios de “parapsicólogos” que “resolvem” os desgostos de amor, os problemas nos negócios e mais charlatanices do género.

Em 1993 começámos com uma aula quinzenal extracurricular na Faculdade de Filosofia, durante o ano escolar, tendo havido uma excelente adesão de estudantes de Filosofia e Teologia ao estudo da Parapsicologia. No ano lectivo 1995-96 voltamos a fazer o mesmo, também, no Centro Académico Vimaranense (CAVIM), a pedido de um grupo de professores.

Destacamos entre os colaboradores estudantes e futuros parapsicólogos académicos: Sílvio Nogueira (licenciado em Filosofia), João Carlos Major (licenciado de Teologia e estudante de Psicologia), Eduardo Duque (finalista de Teologia). Assim, o Jornal de Parapsicologia vai crescendo e recebendo excelente colaboração.

Eis, muito resumidamente, a história da nossa actividade: difícil, por vezes, mas, agora, bem mais segura!

Congratulamo-nos, também, com colaboração e contactos de nível internacional: contamos a partir de Outubro de 1995 com o excelente contributo do Prof. Doutor Hubert Larcher (médico, teólogo e filósofo) que fez até 1995 parte do Instituto Metapsíquico Internacional (Paris), bem como da colaboração da Dra. Yvonne Duplessis, do mesmo Instituto; do México somos contactados pelo Dr. Ramón Monroig Grimau, psicólogo clínico, director do Instituto Mexicano de Psicologia Paranormal e Revista Mexicana de Psicologia Paranormal (RMPP) e da Argentina por Alejandro Parra, director do Instituto de Psicologia Paranormal e da Revista Argentina de Psicologia Paranormal (RAPP), ambos membros fundadores da Associação Iberoamericana de Parapsicologia (AIPA).


../uploads/109.gifEm tempo: este artigo foi escrito em 1994.


Com o passar do tempo houve alterações: Sílvio Nogueira, João Major, Eduardo Jorge Duque e João Carlos Pereira (os primeiros colaboradores do CLAP-Portugal), terminaram os seus percursos académicos.

O Jornal de Parapsicologia mudou para formato revista e passou a ser Revista Portuguesa de Parapsicologia.

Por razões económicas e logísticas, a sua publicação terminou em Dezembro de 2000, e as actividades académicas tomaram novo rumo. As actividades do CLAP-Portugal, na sua concepção inicial, foram extintas em 2011.


Lista de artigos em Parapsicologia
  • O que é Parapsicologia?
  • Aspectos históricos e conceptuais da Parapsicologia
  • Conceito de inconsciente
  • Psicoterapia na solução dos fenómenos parafísicos
  • CLAP - Portugal
  • O problema da sobrevivência: domínio da religião, da filosofia ou da parapsicologia?
  • Análise dos fenómenos parafísicos observados pelo CLAP - Portugal
  • Casas