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PARAPSICOLOGIA é a ciência que tem por objecto a constatação e análise de fenómenos à primeira vista misteriosos, que apresentam porém a possibilidade de serem resultado das faculdades humanas.

Ciência? Sim, porque assim a podemos considerar em qualquer sentido em a palavra seja tomada. É experimental, no sentido de fundamentada na experiência, na observação e assim se equipara à História, à Medicina, à Psicologia... É rigorosa na sua argumentação e nesse sentido coincide com a Filosofia.

Há quem afirme que não é ciência, pois os fenómenos não se podem repetir com igual êxito como se faz com a Física ou a Química. Isso não é verdade. Não se pode dobrar a realidade à nossa vontade, ao nosso método de experiências de laboratório. É preciso mudar o método à realidade, adaptar.

De resto, os fenómenos parapsicológicos não são mais misteriosos que, por exemplo a digestão, são é menos comuns.

Os factos históricos não são repetíveis à vontade e nem por isso a História deixa de ser uma ciência.

À primeira vista inexplicáveis: esta aparente inexplicabilidade, é devida ao seu carácter de estranheza que os coloca longe do nosso juízo habitual, pois na realidade não é mais estranha uma visão telepática, que uma retiniana. É só menos comum.

Com a possibilidade de serem resultado de faculdades humanas: a Parapsicologia não afirma que de facto são resultado de faculdades humanas. Chegou foi a essa conclusão. Sempre há um ser humano vivo quando se produz um fenómeno (ex. casas assombradas). E têm-se feito experiências com animais e plantas, mas até agora essas experiências não fizeram mais que lançar luz sobre os fenómenos humanos.

Os fenómenos parapsicológicos sempre existiram desde que o homem é homem. Só que por não se enquadrarem no curso normal da natureza, foram postos de parte pela ciência e aproveitados pelas filosofias e religiões, erradamente. Os principais culpados de que existam tantas superstições no mundo são os cientistas e as universidades. Errou a ciência ao recusar-se estudar os factos e errou a religião em pronunciar-se em questão de factos.

../uploads/108.gif Factos e análise de factos pertencem à ciência e não à religião!

Negar os fenómenos, que de facto são reais, é uma atitude cómoda, mas anti-científica.

Outra definição: conjunto de conhecimentos humanos a respeito de factos do nosso mundo, de todas as épocas e todos os povos, relacionados com o homem.

Onde há homens, seres humanos, sempre há fenomenologia parapsicológica.

A Parapsicologia como ciência, é muito recente, mas os seus preâmbulos são antigos, de resto, como todas as ciências hoje. A Química foi precedida pela alquimia e a Astronomia pela astrologia supersticiosa. Também a Parapsicologia teve os seus antecedentes plebeus.

Esses que andam por aí com anúncios nos jornais dizendo que curam desgostos de amor ou resolvem os problemas dos negócios, não são parapsicólogos. São charlatães.

Parapsicólogo não cura doenças, não resolve desgostos de amor ou problemas nos negócios. O curador de doenças é o médico, para tal está habilitado. As doenças do psiquismo, devem ser curadas pelo psiquiatra ou pelo psicólogo. A pessoa que apresenta um fenómeno parapsicológico, p. ex. a que está constantemente a adivinhar, a que tem visões, etc. pode ser curada com a ajuda do parapsicólogo, mas sem mezinhas misteriosas, nem rezas absurdas. A cura dá-se pela terapia cognitiva (TC). Na medida em que a pessoa vai compreendendo o aparentemente misterioso, limpa as teias da superstição.

Os culpados de que existam tantas superstições no mundo, são os intelectuais, os cientistas. Se uma pessoa vai ao médico e diz que anda a ver a avó que morreu, a atitude habitual é o sorriso trocista e drogar a pessoa com calmantes. Mas ela sabe que vê e então procura ajuda nas seitas. Aí ninguém se ri dela e aceitam-na. Assim cai nas teias da superstição. É preciso ouvir a pessoa com paciência e muito lentamente, sempre aceitando a realidade da sua doença, explicar-lhe que não é a avó que vê, mas sim a ideia que ela tem da avó em vida.

Até hoje, não temos uma única prova cientificamente válida, que os que morreram voltaram, ou que outra pessoa tenha poder para me fazer mal através de feitiços ou mau olhado.

Do séc. XIII ao XVII, houve uma epidemia de bruxas, que não passavam, grande parte das vezes, de pobres mulheres a necessitarem de urgente tratamento psiquiátrico. No nosso tempo, temos uma epidemia de visionárias (geralmente são mulheres).

Em pleno séc. XX, época da Ciência e do laboratório, há como que um recrudescimento da tendência humana ao maravilhosismo. O ser humano parece cansado de ser máquina, número, mais um na multidão e sente em si um chamamento divino. Só que, com uma fé debilitada ou por esclarecer, acontece-lhe agarrar como sobrenatural, qualquer facto que, de momento, lhe parece fora do curso normal da natureza.

O homem sente como que uma necessidade de vitalizar e robustecer a sua fé. Ora, não se tenta robustecer senão o que está fraco. No inconsciente dos buscadores do maravilhoso, existe na realidade uma astenia de fé. E como reacção angustiosa de defesa, atiram-se aos braços de fenómenos, que consideram, à falta de outros, como uma nova confirmação da sua fé anémica.

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Lista de artigos em Parapsicologia
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  • Aspectos históricos e conceptuais da Parapsicologia
  • Conceito de inconsciente
  • Psicoterapia na solução dos fenómenos parafísicos
  • CLAP - Portugal
  • O problema da sobrevivência: domínio da religião, da filosofia ou da parapsicologia?
  • Análise dos fenómenos parafísicos observados pelo CLAP - Portugal
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