O “como” das nossas metas –
devemos planear ou entregar ao Universo?


          Vou falar de quatro perguntas poderosas e simples para fazermos quando queremos focar a nossa atenção para que algo desejado aconteça na nossa vida. As primeiras duas perguntas permitem um alinhamento fácil entre a PNL e a Lei da Atracção. A terceira... vamos ver que há possíveis divergências. E a quarta pergunta transcende tanto a PNL quanta a Lei da Atracção.

          Em primeiro lugar, perguntamos: O QUÊ? Isto é, o que quer? Neste ponto, a PNL está perfeitamente alinhada com os conceitos da Lei de Atracção, porque ambas as linhas orientam para se imaginar no futuro, como se já tivesse conseguido alcançar a experiência desejada. Quanto mais riqueza de canais sensoriais envolvidos (ver, ouvir e sentir a experiência) maior a impressão que vai "escrever" na neurologia. Segundo a Lei da Atracção, ficar grato por aquilo que já é manifesto (no plano da mente) vai catalisar o processo. Na visão da PNL, vivenciar aquilo como se já tivesse acontecido cria uma pressuposição. E a mente aceita que a realidade criada no plano da mente deve ter um caminho que a ela levou.

          A segunda pergunta: PORQUÊ? Na PNL, usamos a pergunta para clarear o motivo de se querer justamente aquele objectivo. Porque é tão importante ganhar aquilo? O que representa? Toda a meta desejada é um resultado que atende um valor pessoal. Acreditamos que o alcance da meta nos vai preencher e apostamos na meta quando temos convicção que vale a pena investir. Para a Lei da Atracção, o porquê está ligado à força vital positiva, uma espécie de "combustível" para a visão que nós temos da vida que queremos. Então, esta é outra pergunta onde se tem muito alinhamento.

          A terceira pergunta está no título deste artigo e pede esclarecimentos para quem quer usar: COMO? Segundo vários expoentes dos conceitos da Lei da Atracção, devemos deixar o universo cuidar do como, enquanto nós tratamos de manter as emoções positivas e permanecermos focados no resultado final que desejamos atrair para a nossa vida. De acordo com esses conceitos, é trabalho do universo criar os meios para nós recebermos o que pedimos. Se nós nos preocupamos com o Como, podemos começar a criar dúvidas, ficarmos desconfiados ou com incertezas sobre o resultado. O que não é nada atraente. Atraente, segundo a Lei da Atracção, é manter um estado emocional positivo, curtindo o que há de bom em cada momento.

          Pela óptica da PNL, a pergunta COMO faz desenvolver estratégias - que são passos concretos de acção ligados a uma organização mental para se criar o caminho que leva até aos objectivos que se tem. Quando estamos engajados com o alcance de uma meta, o processo natural da mente é a de usar meios flexíveis para chegar a um objectivo fixo, variando o comportamento até que o alcancemos. Faz parte deste processo natural a procura por evidências que indicam progressos ou desvios em relação à meta. Adicionalmente, temos a possibilidade de gerir as nossas percepções, estando atentos a como o nosso modelo de mundo pode atrapalhar ou favorecer o êxito. Segundo os conceitos da cibernética, em sistemas complexos há "n" maneiras de se chegar a um destino. O que permite que alcancemos os nossos alvos é o uso contínuo de feedback e flexibilidade, com uma percepção limpa e acurada para reconhecer as oportunidades que se apresentam no mundo à nossa volta, seja isso através dos actos planeados ou dos acontecimentos não programados.

           Usar as ferramentas da PNL para desenvolver as competências pessoais e profissionais deixa-nos mais preparados para reconhecer, responder e usufruir das múltiplas oportunidades ao longo dos vários caminhos que existem para a realização. Se vive o pressuposto da PNL de que tudo é sistémico, nós mesmos fazemos parte deste universo ao qual estamos entregando o COMO da meta. Podemos participar muito e contribuir muito para a realização e manifestação de nossos sonhos.

          O grande lance é manter altos níveis de expectativa e esperança e baixos níveis de apego. Deepak Chopra apresenta um aspecto muito interessante do apego no seu livro "As Sete Leis Espirituais do Sucesso". O excesso de atenção e energia que dedicamos aos apegos tem a ver com medo de que não vamos conseguir, de que haverá consequências negativas ao não se conseguir. Assim, o apego torna-se contraproducente para a atracção. Mas, desapego não significa deixar de se envolver ou deixar de agir.

          A última pergunta é milenar e extrapola e engloba as demais perguntas: QUEM é você? Quando está a ser a pessoa do seu propósito de vida, a acção significativa sai de forma mais fácil e natural e pode contar com a atracção que a sua vida põe em movimento. Henry Neils, especialista em carreiras, descreve a força dos nossos dons e talentos de vida como impossível de segurar - como seria impossível alguém tentar segurar um monte de bolas de pingue-pongue debaixo de água. A auto-indagação contínua, "Quem sou eu?" ajuda a manter um alinhamento com o propósito de vida. E não temos certeza sobre quais as metas da vida que devemos focar, se é bom ou mau não atrair as metas no prazo que esperamos. Todos têm um propósito na vida... um talento único ou especial para dar aos outros. E quando juntamos este talento único com serviço aos outros, experimentamos o êxtase e exaltação do nosso espírito, que é a última de todas as metas.

          Para finalizar, ofereço uma frase para poder usar na formulação de metas de PNL e dar um toque de "Isto ou algo melhor para o mais alto propósito de todos envolvidos." Empolgue-se com as metas que formula, lance um toque da Lei da Atracção e tenha certeza de que viver os bons momentos de cada momento, leva a uma melhor qualidade de vida, algo que pode fazer aqui e agora!
 


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